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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Lua de mel: 5º dia

O nosso quinto dia de lua de mel começou com chuva.
Mas já tínhamos planejado que passaríamos o dia na Av da Hortênsias, lá há diversas opções de passeio.
Muitos museus, e fabricas de chocolate para a visitação.
Cumprimos nossa rotina habitual dentro do hotel. Assistimos um pouco de Tv, tomamos um bom banho, descemos para o café da manhã e como o dia estava chuvoso decidimos chamar um táxi.
Como ponto de partida decidimos visitar o Mundo a Vapor.
Ao chegar, como sempre questionamos a possibilidade de meia entrada para estudante. (Nada feito)
O Mundo a Vapor é uma mistura de museu e maquetes que contam a história de maquinas movidas a vapor.
O mais legal do passeio é que ele é totalmente monitorado e é possível ver nas maquetes o funcionamento das estruturas movidas a vapor. Lá vimos a fabricação de tijolos e de telhas movidos por maquinas a vapor, pudemos pegar uma mini telha feita na maquete de demonstração. Também presenciamos a geração de energia elétrica, uma pedreira e a menor fabrica de papeis de mundo. Lá encontramos um dos dois únicos relógios movidos a vapor do mundo. Foi uma verdadeira aula e como diz a Carol um dos passeios mais Cults.
No Mundo a Vapor também tem um trenzinho movido a vapor, todo visitante tem direito a um único passeio, ao entrarmos na fila nos demos conta que eramos os mais velhos. O passeio é bem curtinho, mas vale a experiencia, estávamos sem pressa e qualquer coisa era válida para nosso divertimento.

Ao sairmos do Mundo a Vapor passamos pelo Museu da Moda, esse pouco me interessava, mas como a Carol estava eufórica decidimos entrar, achamos muito caro pela proposta, não que ele não vale a pena mas não valia o nosso interesse. Para ter uma pequena noção, havia aqueles bonecos de madeira onde pode se por o rosto no lugar da cabeça e tirar uma foto, para isso precisava desembolsar apenas R$ 15,00 por foto. =p


Saímos em sentido Gramado e logo estávamos no Museu de Cera.  O museu de cera pertence a um grupo de museus que incluem: Museu dos carros de Hollywood, Museu de Cera, Museu da Harley Davidson, e Museu Super Carros. Todos juntos em um pacote sai por apenas R$ 60,00, como não tínhamos tempo de visitar todos os museus afinal já estava no final da tarde compramos ingressos para o Museu de Cera e o da Harley Davidson que ficava logo em baixo. Não lembro quanto custou mas lembro que compensa fazer o pacote ao invés de comprar separadamente. A moça da recepção nos aconselhou fazer o museu da Harley primeiro, porque ele fechava antes e já estava quase na hora do fechamento.
O museu da Harley parece um bar, um pub inglês. Tem um bar no centro e vários bancos confortáveis para sentar e comer os petiscos oferecidos nos estabelecimento. Tinha uma pipoca bastante cheirosa e gostosa também. Várias motos de diferentes tipos. Fomos informados que todas pertenciam ao dono do museu que era fascinado pela coleção de motos e carros que ele também exibia no museu Super Carros e nos Carros de Hollywood. Apesar da diversidade de motos e do espaço do bar, o museu da Harley é pequeno.

Subimos para o Museu de Cera, lá sim ficamos impressionados com o que vimos, não sou muito fã de motos apesar de acha-las lindas. No museu de cera os personagens de fato impressionavam com sua semelhança com as celebridades reais.
Logo na entrada vimos o Michael, o Will Smith e o professor Raimundo idênticos. Dentro pode se ver diversos personagens de filmes e desenhos feitos em cera. Músicos, políticos, atores e atletas também estão inclusos dentre as obras. O lutador Mike Tayson ficou impressionado com a semelhança do boneco em sua homenagem que voltou ao museu por diversas vezes.

A unica coisa que eu me arrependi foi de tirar uma foto com o homem aranha. A foto com o homem aranha e com o Jack Sparrow custa R$ 30,00 três fotos e eles não vendem menos que isso, ou seja no final pagamos R$ 30,00 por três fotos quase que idênticas do homem aranha. Não preciso dizer que essa foi uma exigência da Carol que eu aceitei só pra não assumir minha mão de vaquice. O passeio foi incrível, mas já era hora de voltar. Percebemos que havia um ônibus circular que passava na avenida e demos sinal para que ele parasse.


Fomos informados que o ônibus ia de Canela a Gramado e ele custava mais ou menos o mesmo valor do ônibus aqui em São Paulo. Podíamos ter economizado no táxi e ter feito outros passeios durante a semana sabendo da existência desse ônibus. O cobrador nos indicou o ponto mais próximo do hotel que estávamos, descemos e caminhamos em direção ao "La vie Rose".
A noite resolvemos fazer a programação da noite anterior que foi cancelada graças a chuva. Fomos comer Fondue na Cantina Frascati.
Um belo restaurante com uma bela vista na Av. Osvaldo Aranha. O preço era de R$ 55,00 por pessoa sem bebida. Mas era uma sequencia de fondue salgado e doce. A noite foi ótima, a comida e o atendimento estavam muito bons também.

E foi assim que finalizamos nossa última noite em Canela.





segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Lua de mel: 4º dia

Nosso quarto dia de lua de mel começou bastante chuvoso, estávamos com uma baita preguiça, e o barulho causado pela chuva ajudou e muito para que continuássemos na cama pela manhã, levantamos apenas para devolver o carro que havíamos alugado no dia anterior e para tomar o café da manhã. Ficamos pensando em o que fazer já que a chuva nos impedia de sair e fazer os passeios. Resolvemos esperar e somente depois do meio dia que a chuva resolveu dar um trégua.

Decidimos que seria um bom dia para ir no Alpen Park, um parque de diversões que a Carol fazia questão de ir. Como era relativamente perto do hotel em que estávamos resolvemos ir de bicicleta. Passamos pela avenida principal de Canela e pala praça onde se localiza a igreja matriz, denominada de Catedral de Pedra, é de fato uma construção bem bonita. Tivemos que pegar uma estrada que nos conduziria ao famoso parque de diversões, depois de uma subida cansativa a maior parte do caminho foi descida, ainda bem porque não era tão perto quanto imaginávamos. Minha bicicleta estava com problema no freio então não podia correr muito. Passamos por algumas placas que indicavam cachoeiras, mas todas estavam a pelo menos 10 kms de distância, mesmo com muita vontade de conhece-las não dava tempo de irmos. Passamos por alguns parques, e logo avistamos o Alpen Park, ao entrar nos deparamos com uma descida ingrime que dava acesso ao estacionamento, como estava sem freio tive a brilhante ideia de colocar o pé na roda, teria dado certo se a ante não tivesse colocado na roda da frente, tomei um capote memorável, todos olharam pra mim, a Carol ficou preocupada e eu não sabia se me escondia ou se dava risada da minha desgraça e jumentisse. Depois do susto paramos as bicicletas num local afastado e fomos ver quanto custava o ingresso.
Como todo parque de diversão que eu estou acostumado a ir, você paga um valor e se diverte a vontade, mas não no Alpen Park que você é obrigado a pagar por cada brinquedo, e não é barato não. Gastamos quase que 100 por pessoa no parque. Compramos dois pacotes, o primeiro incluía duas idas na montanha russa, o cinema 4D, o trenó e um game interativo. O segundo pacote era o chamado de "Casa da Aventura", nele podíamos fazer Rapel, Parede de escalada, Arvorismo e Tirolesa. Começamos nosso passeio pela montanha russa, tínhamos o direito de ir duas vezes mas não sabíamos que eram duas vezes seguidas, mas já tínhamos pagado e tal só nos restou aceitar. A montanha russa era legalzinha como as montanhas russas de praia. Assim que o passeio de montanha russa acabou corremos para pegar a sessão do cinema 4D, era bastante legal mas muito parecido com o do FloryBal, saímos e fomos ao passeio de Trenó, é um carrinho que anda sobre um trilho na floresta, parece uma montanha russa mas o que diferencia é que a paisagem é muito mais bonita e como um carrinho de rolimã você que controla a velocidade puxando uma alavanca. Valeu muito a pena o passeio de Trenó, foi algo que eu jamais tinha experimentado e a experiencia é incrível. No final do passeio de Trenó eles vendem uma foto, decidimos não compra-la mas me arrependo da decisão. Para compensar a  falta da foto eu e a Carol resolvemos filmar alguém descendo pra mostrar o quanto é radical, alguns minutos esperando e desce uma senhora, mas como a pessoa que controla a velocidade, para nossa decepção era uma senhora medrosa que desceu a 1 km/hr, pelo menos rendeu umas gargalhadas. Ainda podíamos fazer o game interativo e a "Casa da Aventura", resolvemos deixar o game pra depois.

A "Casa da Aventura" começa com o Rapel, subimos em uma estrutura bastante grande, não sei especificar a altura mas era maior do que a montanha russa, colocamos nosso capacete e começamos a descida, é bastante gostoso. O rapaz que estava monitorando fez o favor de bater uma foto nossa em plena descida. De lá seguimos para a parde de escalada que não era das mais difíceis mas também não era tão facinha. Era um pouco alta, mas foi uma das poucas que consegui chegar até o topo. Na parede de escalada era uma pessoa de cada vez. Esperei a Carol que também conseguiu tocar o sino só que na hora de descer foi se debatendo contra a parede, numa cena bastante cômica. Próxima aventura: Arvorismo. O percurso é bastante grande, um dos maiores que já fiz, e a altura também é considerável, as arvores são altas e pra ajudar fica em um vale. A paisagem é linda, e o percurso apesar de longo não é tão difícil. Era bastante engraçado ver a Carol reclamando e fazendo caras e bocas, claro que aproveitei a situação e bati diversas fotos. No final do percurso de arvorismo há a tão esperada tirolesa. São duas tirolesas na verdade, uma de ida e uma de volta, elas são grandes e a velocidade é alta, só fiquei um pouco decepcionado porque não era permitido virar de ponta cabeça. Por fim terminamos nosso passeio na casa da aventura, estávamos famintos e já tava tarde então resolvemos fazer um lanchinho. Para concluir nosso dia de diversão faltava o game interativo, só que quando chegamos na entrada ele já se encontrava fechado, já havia passado das 18:00 e o parque tinha encerrado as atividades, como não iriamos voltar não pudemos fazer esse game.

 Pegamos nossas bikes e rumamos sentido hotel, o tempo estava ameaçando fechar e como não queríamos ser surpreendido novamente pedalamos de pressa, o único problema é que se na ida era descida, na volta... nos lascamos. Ao chegar no hotel, tomamos um banho gostoso e começamos a nos arrumar para a janta. A chuva voltou a cair e nossos planos de comer fundir foram por água a baixo.


A solução era pedir comida, tínhamos ido em uma pastelaria que parecia muito boa logo no primeiro dia e havíamos pegado o panfleto, resolvemos ligar e pedir 4 pasteis a pastelaria não era barata, mas os pasteis estavam uma delicia. O pasteleiro, esse é o nome da pastelaria que tem como decoração cartazes de filmes e dá nome de clássicos do cinema aos pastéis. Foi com o saboroso pastel que concluímos nosso dia bastante preguiçoso e curto, porém muito gostoso e divertido.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Lua de mel: 3º dia

Nosso terceiro dia começou com uma manhã um pouco preguiçosa. Havíamos decidido alugar um carro caso o tempo colaborasse e foi exatamente o que fizemos.
Tomamos nosso café bastante reforçado e pedimos um carro, as dez horas da manhã lá estava o rapaz da locadora pra nos mostrar o contrato e o carro. Um uno novo bastante gostoso de dirigir. Depois de fazermos aquela vistoria básica, pegamos o carro e fomos rumo ao Parque da Ferradura, um Parque que fica na rodovia RS-466, a mesma rodovia do castelinho e dos parques que visitamos no dia anterior de bicicleta. Depois de uns minutos estávamos no parque do Caracol, decidimos visita-lo primeiro. 12 reais era o valor que pagamos para entrar naquele maravilhoso parque.
O parque possui 25 hectares de área, tem um restaurante uma lanchonete, um passeio de trenzinho, um mirante e a atração principal, a cachoeira do caracol. A cachoeira é imensa, a vista é deslumbrante, pode ser vista do mirante que é suficiente para empolgar-se a descer os 751 degraus de uma escadaria que nos levou ao pé da cachoeira. A descida é fácil, dá um pouco de vertigem e durante o percurso encontramos diversos espaços com bancos para sentar e descansar. Ao chegarmos lá em baixo há uma plataforma onde sentimos o vento e as gotículas da cachoeira bater em nosso rosto. É uma delicia! Depois de um tempo lá em baixo e após algumas fotos decidimos subir, sentimos a falta de não ter levado uma garrafinha de água. Ao chegar no topo da escadaria a primeira coisa que fizemos foi comprar água. Foi nos oferecido subir na torre de observação, mas para isso devíamos pagar um valor que não me recordo qual era, só lembro que não compensava. Encerramos nosso passeio no parque do caracol e continuamos viagem rumo ao parque da ferradura.

Depois de uns metros de estrada avistamos uma placa indicando o Teleférico. Ficamos empolgados e mais uma vez saímos da rota. Ao chegar na frente do parque com o teleférico, vimos uma placa informando que o teleférico estava em reforma e só estaria pronto no primeiro trimestre do ano. Voltamos a rota original e finalmente chegamos ao parque da ferradura. Pagamos 8 reais para entrar no parque que possui algumas trilhas e vários mirantes de um vale, onde o rio faz o formato de uma ferradura. Tem cachoeira que ao contrario da cachoeira do caracol é possível tomar uma banho. O parque também tem espaço para churrasqueiras. Visitamos todos os mirantes e fizemos as pequeninas trilhas que nos conduzia para os mirantes um pouco mais afastados. Fiquei com vontade de fazer a trilha maior de mais ou menos uma hora de duração, mas como a Carol estava cansada e com sono, decidimos não faze-la. Batemos diversas fotos e ficamos por um tempo admirando aquela paisagem sensacional. É realmente algo maravilhoso, o lugar é ótimo para meditação.
Já passara do meio dia e ainda tínhamos muitos lugares a visitar. Rumamos sentido gramado pela RS-466 ouvindo uma rádio local. Muito legal ouvir as musicas típicas da região, e as noticias como um roubo de carro na cidade vizinha, algo que de tão comum nem é anunciado em São Paulo. Passamos pelo parque Mundo Gelado e paramos no castelinho para finalmente tomarmos o chá de maçã de comer o apfelstrudel.

Uma delicia, o apfelstrudel que pedimos acompanhado de sorvete de creme, ele pode ser pedido com nata também  Notamos que em todas as mesas havia um limão com alguns cravos espetados, perguntamos o porque e descobrimos que é um espanta moscas natural. Rsrsrs... Saímos da RS-466 e pegamos a Av. das Hortênsias, a avenida que liga Canela e Gramado, nosso destino era o vale do quilombo. Demoramos a achar e até hoje tenho duvidas se era o lugar em que fomos, não dava pra avistar bem um grande vale que há. Batemos algumas fotos e continuamos nosso passeio em direção a Gramado. A cidade é bem sinalizada e não demorou muito para acharmos o parque Knorr, um parque temático muito bonito mas que devido a época estava repleto de enfeites natalinos. Como não entramos no parque e já ia dar 17:00 corremos para o Mini Mundo. Pagamos 30 reais por pessoa, mas foi um dos passeios mais gostosos de fazer. Um mundo todo em miniatura com personagens característicos, e maquetes de castelos e lugares famosos. Logo que entramos ganhamos um dinheiro que trocamos por um jornal do Mini Mundo, com esse jornal nosso passeio foi mais gostoso porque ele nos coloca a par das situações que presenciamos. Há uma replica do museu do Ipiranga SENSACIONAL!



Todos os detalhes são colocados, inclusive o desenho característico das calçadas de São Paulo. Ficamos admirando as maquetes construídas 24x menor que o tamanho das construções originais, até o parque fechar. De lá fomos ao parque do Lago Negro, um parque que fica ao redor de um grande Lago, onde há pedalinhos em formas de Cisne para duas pessoas e Caravelas para a família. Nas proximidades do parque também há um feirinha de artesanato. Pegamos um pedalinho de cisne e contornamos a margem do lago, tiramos algumas fotos e fizemos um moonwalk com o nosso cisne.
O passeio foi bastante gostoso, mas já estava no fim da tarde quase que anoitecendo, passamos pela praça das bandeiras, uma praça que tem as bandeiras de todos os estados brasileiros. Nada demais, mas como estava no mapa como ponto turístico decidimos ir ver. Iria ter uma apresentação circense na Avenida Borges de Medeiros então decidimos ir ver, quando chegamos lá entramos em algumas lojas de objetos para casa e lembrancinhas, nada nos chamou a atenção, e entramos em uma loja de chocolates (Chocodino) onde resolvemos gastar, e gastar muito com lembrancinhas para nossos familiares. A moça foi super atenciosa e se colocou a disposição de entregar os presentes no hotel, poupando-nos de andar com aquelas sacolas na mão. Ao sair da loja vimos uma multidão de pessoas em uma esquina, a apresentação iria começar. Na esquina havia uma arvore de Natal gigante que cantava e a apresentação era de natal. Fomos embora, estávamos famintos e o lugar estava abarrotado de gente. Já anoitecera, e ainda na Avenida Borges de Medeiros, passamos em frente a uma loja de peles e vimos um tapete de couro de boi por 50 reais, já tínhamos visto o mesmo tapete em Canela por 250 então resolvemos comprar um. Voltamos para o carro e seguimos para o café colonial Bela Vista, o café colonial mais tradicional de Gramado. Custa 55 reais por pessoa, mas em compensação está tudo incluso. Sucos, vinhos, chocolate quente, pães, frios, salgados, bolos, tudo que se possa imaginar, além de mais de trinta opções de sobremesas, como tortas e bolos e 5 opções de sorvetes. Comemos de tudo um pouco, eu não estava muito bem do estomago, mas a Carol fez a festa e se acabou no frango frito que eles serviam. E foi com essa fartura toda que encerramos nosso agitado terceiro dia de Lua de Mel.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Lua de mel: 2º dia

Depois de uma boa noite, acordamos descansados e descemos para tomar o primeiro café no hotel.
Ficamos admirados com a variedade de coisas que havia para comer, não era um café colonial mas estava de muito bom tamanho. Diversos tipos de pães, sucos, iogurtes, frutas, bolos, frios...

Havíamos decidido que iriamos ao parque do pinheiro grosso, que havia sido indicado pelo meu pai e como vimos no Google Maps ficava próximo do hotel. Depois do café pegamos duas bicicletas que o hotel disponibilizava gratuitamente, pegamos a estrada RS-466 sentido Parque do Pinheiro Grosso. Depois de uns 5 minutos de pedalada nos deparamos com um parque temático muito bonito e grande, com uma faixada que realmente chamava a atenção. Florybal, esse erá o nome do parque que ficava bem próximo ao parque do pinheiro grosso localizado do outro lado da rodovia uns 100 mts adiante. Paramos e ficamos tentados a entrar, nos informamos sobre  preço mas decidimos visitar o parque do pinheiro grosso primeiro.


Ao chegar na portaria encontramos com um funcionário bastante engraçado e gente boa, nos fez um preço mais camarada, disse que o parque estava vazio e que não tinha problema de pagarmos meia entrada. Deixamos as bicicletas escondidas no meio do mato como se não bastasse estar dentro do parque, coisa tipica de paulistano. Visitamos o famoso pinheiro grosso, uma gigantesca arvore de quase 700 anos, 42 metros de altura e 7,5 metros de circunferência. Fizemos ainda uma trilha que tem dentro do parque, depois de muita insistência porque a Carol estava relutante com medo de aranhas. A trilha era pequena, de uns 15 minutos, mas foi suficiente para atravessarmos um pequeno rio, ouvirmos os sons dos pássaros e ver uns macaquinhos. Pegamos as bikes no mato e voltamos a entrada, lá tem um museu com fotos antigas da cidade. Foi um passeio gostoso, mas era só o começo do nosso agitado dia.
Fomos ao parque do Florybal, encostamos as bikes no estacionamento, morrendo de medo de chegar alguém e as leva-las. Pagamos 15 reais cada para adentrarmos no parque, a entrada parece uma gruta cheia de pedras preciosas e uma cascata de chocolate. Ganhamos um copinho de chocolate, poderíamos escolher entre meio amargo, a leite e branco. Pegamos um meio amargo e um ao leite, estava muito bom. Depois de sairmos da gruta nos deparamos com um grande prédio, e um caminho com esculturas de pessoas colhendo cacau, decidimos ir pelo caminho, tiramos algumas fotos, nos deparamos com um Gorila numa caverna, foi só a Carol se aproximar que ele rugiu e se mexeu para nosso espanto. Percebemos que nosso passeio por ali seria assim, cheio de sustos. Estávamos na aldeia animal, um lugar cheio de esculturas de animais, saímos do roteiro normal e fomos parar na aldeia de índios. Havia um carro conhecido como Dino Móvel, ele fazia um pequeno percurso pelo parque, decidimos entrar e fazer o passeio. No meio do caminho vimos uma duzia de dinossauros, tentamos bater algumas fotos que não ficaram tão boas por conta da movimentação. Um bondoso senhor nos deu um mapa e só então percebemos que estávamos fora da rota. Depois do passeio de Dino Móvel decidimos voltar ao roteiro do parque. Fomos até o "Guardião da Floresta" como estava descrito no mapa. Nos deparamos com um Índio imenso de uns 10 metros de altura mais ou menos. Ele tinha um acesso que permitia a pessoa chegar na mão. Batemos algumas fotos e continuamos o passeio.

Levamos um baita susto com uma onça que saiu do nada do meio do mato. Depois de umas gargalhadas resolvemos filmar, chegamos em um toca onde havia uma família de Leões, eles não fizeram nada, pelo menos não como esperávamos, estávamos bem próximos e quando pensamos que eles não fariam nada o Leão deu um baita rugido e se mexeu, mesmo esperando uma reação tomamos um susto que ficou registrado na filmagem.


Havia um espaço com imagens de santos conhecida como Espaço da fé, pulamos esta parte e chegamos na mina preciosa. A mina preciosa é muito bonita, com várias pedras por dentro coladas na parede. Mais a frente estava o espaço dos homens de pedra, batemos fotos com os homens das cavernas e seguimos. Lá estava o Território dos Dinossauros, mais de 40 esculturas entre elas algumas com movimento. SENSACIONAL! Nos sentimos no Jurrasic Park! Compramos duas entradas para o Cinema 7D. O cinema era incrível, acompanhamos a história de um pequeno dinossauro que se perdeu na floresta e junto com ele tomamos esguichada de água e sentimos a neve cair do céu, muitos sustos acompanharam essa diversão.

Entramos na lanchonete que bem no meio da praça de alimentação tinha um dinossauro comendo um lanche incomum. Havia um Voo do Pterodáctilo que decidimos não fazer, era um teleférico em forma de Pterodáctilo que fazia um percurso bem mixuruca. Voltamos aquele prédio do inicio, ele tinha um formato de Castelo e dentro dele tinha um restaurante, uma loja de lembrancinhas e chocolates e um espaço com video-games, um barco viking para crianças, fliperamas, maquina de testar a força do soco e a de fazer cestas. Brincamos bastante na de cestas, testamos nossa força e a Carol me fez ir no Viking de criança que para minha surpresa não só ia pra frente e pra trás mas girava horizontalmente. Nosso passeio no Florybal estava se encerrando, e já havia passado do meio dia. Tínhamos nos programado para ir ao Castelinho, um ponto turístico obrigatório. Para nosso alivio as bicicletas estavam exatamente como deixamos.

Pedalamos mais uns três kms de estrada e lá estávamos de frente ao castelinho. A faixada é linda e empolgados deixamos as bicicletas debaixo de uma arvore e nos dirigimos a entrada. Ao chegar na porta de entrada fomos informados que a entrada custava 10 reais, tínhamos somente 20 reais nos bolsos e para nossa tristeza não aceitava cartão. Com apenas 20 reais não poderíamos comer o famoso apfelstrudel e tomar o tradicional chá de maçã. Decidimos ir no parque que fica ao lado do Castelinho, era um tal de Mundo Gelado, a entrada custava 25 reais só que aceitava cartão. Compramos dois ingressos, entramos em uma sala onde recebemos uma roupa especial para nos proteger do frio, soubemos que dentro do parque fazia um frio de -10 graus. Assistimos um vídeo de apresentação que contava a história do FLOC, uma mistura de esquilo, castor e urso polar que ama esculpir no gelo e veio do polo sul. Entramos e nos deparamos com as diversas esculturas do FLOC, lá dentro já existem estalagmites e estalactites de verdade.

Batemos diversas fotos com as esculturas e passamos um frio insuportável. O passeio durou aproximadamente 15 minutos, mas foram 15 minutos de muito bom tamanho. Depois desse passeio único  voltamos ao castelinho com os únicos 20 reais que nos sobravam, compramos duas entradas e descobrimos que esta valia por uma semana. Visitamos os cômodos do casarão todo feito de madeira e sem pregos, apenas de encaixe. Vimos variados tipos de móveis, roupas, utensílios e brinquedos antigos. Ficamos admirado com o rosto da boneca que parecia ter saído de um filme de terror. Vimos um cartaz que comprovava que aquele ambiente já havia sido palco de um filme de terror. "As Filhas do Fogo", de Walter Hugo Khouri, um filme de terror e erotismo que só de olhar para o cartaz já me dava uma sensação incomoda.



O tempo começou a virar, o cheiro do apfelstrudel estava uma delicia mas ficamos de voltar outro dia para apreciar essa delicia culinária. Pegamos nossas bicicletas debaixo da arvore e partimos rumo ao hotel. Já era quase 17:00 e o café da tarde ainda estava sendo servido, mas foi só dar umas pedaladas e a chuva começou a cair. Corremos contra o tempo e contras as gotas que mais pareciam um limões ao bater em nossos rostos. Paramos um pouco no parque Florybal para ver se a chuva diminuía, foi só dar uma estiada que continuamos nosso percurso. Quando estávamos a poucos metros do hotel, uma chuva torrencial nos pegou, raios e trovões fizeram com que pedalássemos mais depressa ansiosos de chegar no hall quentinho e aconchegador do hotel. Assim que chegamos um estrondo aconteceu. Um clarão que eu nunca havia visto na vida e um barulho de doer os tímpanos. Olhei para cima e botei o braço sobre o rosto na tentativa de me proteger dos estilhaços de vidro da janela do hall que eu imaginei ter quebrado - por sorte não quebrou. A Carol deu um berro desesperado e as luzes se apagaram. Um raio havia caído no pinheiro do quintal do hotel. O estrago foi tão grande que ficamos sem internet e telefone por mais de dois dias. Pedaços do pinheiro foram arremessado por cima do hotel e caíram na rua do outro lado. O quintal ficou repleto de cinzas e o pinheiro ficou descascado em dois lados.

Olha a Carol com um pedaço da casca do pinheiro.


Depois do susto restou tomar nosso chá e uma banho de banheira para relaxar. A noitinha a chuva já tinha passado e estávamos famintos, afinal havíamos andado o dia todo de bike. Fomos a um rodizio de pizza no Piazza Pizzaria que tinha mais de 100 sabores diferentes a nossa disposição, comi pizza de tudo quanto é sabor, incluindo pizza de lula que a Carol fez questão de pedir ao garçom. Fizemos o gostoso passeio de noite até o hotel, felizes com o dia agitado e cheio de aventuras que tivemos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Lua de mel: 1º dia

Logo após nosso casamento, fomos para um hotel passarmos nossa noite de nupcias.
Ganhamos de presente a estadia que incluía o café da manhã.
O quarto era lindo, e o café da manhã maravilhoso. Passamos os 5 primeiros dias da nossa lua de mel em um ap que ganhamos emprestado como presente na Praia Grande. O ap é muito bem cuidado e fica de frente pro mar. Foram ótimos os dias que passamos lá, não deu pra curtir muito o lugar porque como era virada de ano a praia estava LOTADA e na Praia Grande não tem muitas opções de lazer a não ser a praia mesmo. Perto do ap tem uma praça grande com várias barracas de bijuterias e lanches, ao lado da praça tem um parque de diversões desses típicos de praia, tendo como brinquedo mais radical o barco viking. Ao lado do parque tem uma lan house, mas não uma lan house qualquer, ela possui dois andares, no de baixo fica vários video-games na maioria PS3 e alguns X-box, tem aqueles fliperamas clássicos e um com Guitar Hero, no andar de cima fica os computadores como toda lan house. Foram essas nossas opções de divertimento nos dias em que ficamos na Praia Grande, claro que demos um mergulho no mar mesmo sendo virada de ano e a água não estando lá aquelas coisas. Comemos camarão até passarmos mal, a ponto de a Carol achar que estava grávida, rsrsrsrs... No dia 03 de Janeiro voltamos pra São Paulo, fizemos algumas compras e nos preparamos para a próxima viagem, destino: Canela - RS.


É aqui que começa o primeiro dia como citado no titulo do post, não que os dias anteriores não mereçam ser contados mas é que não tenho muitas coisas a dizer sobre eles e tudo se resume ao que está escrito acima. Começarei a contar a partir daqui como sendo o primeiro dia da viagem que fizemos a Canela e Gramado já que os dias que se seguiram foram bastante agitados e com muitas coisas a fazer, bem diferente da calmaria e tranquilidade que passamos na Praia Grande.


Na madrugada do dia 04 acordamos e de carona fomos até Guarulhos, ponto de partida para nossa viagem. 
Essa viagem também foi um presente, só que esse presente foi de alguém especial. Minha irmã: Lilian.
Ao chegarmos em Guarulhos as 05:00 nos dirigimos ao balcão para despachar nossas malas que deram exatos 23 kgs. Estávamos famintos e resolvemos procurar algo para comer, mas se você já viajou de avião sabe que comer em aeroporto nunca é um bom negócio no ponto de vista econômico, no aeroporto de Guarulhos é quase um insulto para o bolso o valor cobrado pelos produtos alimentícios. Desistimos de procurar nas lanchonetes e cafeterias e imaginamos que no Mc Donalds os preços estariam tabelados, doce engano. Nosso voo partia as 6:40 e já ia dar 6:00 então resolvemos esperar até que a sala VIP do Diners fosse aberta. Assim que abriu, pudemos fazer nosso desjejum na sala com ar-condicionado, internet, cadeira de massagem, várias opções de bebidas e bolachas tudo na faixa. Ufa, que alivio para o bolso e nossos estômagos que estavam implorando por comida. Não ficamos muito tempo e embarcamos no voo G3-1743 da Gol com destino a Porto Alegre.
 Já sabendo que a Gol não tem mais o serviço de bordo levamos conosco na bolsa algumas bolachinhas doces e salgadas da sala Vip do cartão que nos salvaram durante a viagem de aproximadamente 1 hora e 40 minutos. Ao chegar em Porto Alegre nos informamos sobre como chegar a rodoviária para pegarmos o ônibus com destino Canela. 
Descobrimos que tínhamos que pegar o trem com destino Mercado e descer na estação Rodoviária, percurso que demoramos uma meia hora mais ou menos e gastamos uns 10 reais incluindo as passagens de trem, uma empada e um suco tampico. Ao chegar na rodoviária pegamos uma fila não muito grande mas também não muito pequena para comprar nossas passagens para o próximo ônibus, R$ 33,30 foi o valora que pagamos por passagem. Depois de esperar quase uma hora até o embarque finalmente partimos. Apenas cinco minuto depois percebo que o ônibus está passando por um lugar conhecido, aí nos damos conta que estamos de volta no aeroporto, o ônibus tinha uma saída do aeroporto e todo nosso rolê de Trem, fila etc... era totalmente desnecessário, pelo menos na volta sabíamos que pegaríamos o ônibus direto para o aeroporto ao invés de descer na rodoviária. Minha cabeça estava a mil, estava ansioso pela viagem e preocupado com muitas coisas aqui, como por exemplo o fato de eu estar desempregado. Pensei nas coisas que deram e não deram certo na nossa festa, na nossa casinha nova, na rotina que teríamos dali pra frente, e ansioso com os passeios que faríamos e o dinheiro que tínhamos para gastar ali. Como havia feito a reserva pela internet, fiquei com medo de chegar e não ter quarto mesmo tendo confirmado pelo telefone. Foi aí que comecei a refletir e colocar em prática alguns conselhos que havia lido antes de fazer a viagem. Primeiro: Deixar pra trás os problemas e curtir. Foi isso que comecei a fazer, curtir, a vista, a viagem e as longas conversas que tive com a Carol até o nosso destino. A partir dali minha viagem começou a ter gosto de viagem e eu comecei a apreciar tudo a minha volta. Não foi de uma hora pra outra, aquelas ansiedades teimavam em me perseguir mas com muita reflexão e conversa com meu amigo Jeová fiquei calmo e deixei as coisas fluírem.

Quando menos vi estávamos em Gramado. 
Coisa linda de se ver, as casas os comércios tudo no estilo colonial. A estrada lotada de hortênsias, era tanta que dava um baile na estrada da Graciosa no Paraná. 
Depois de pararmos por uns minutos na rodoviária de Gramado e andarmos mais uns 7 minutos de ônibus estávamos por fim em Canela. Ainda estasiados com a beleza tomamos um Taxi até o hotel, já era por volta de 13:00 hrs e nosso check-in começava as 14:00, ficamos bobo de ver a beleza do hotel e de como as pessoas são hospitaleiras, de ver as ruas floridas e os patos na lagoa, ao ver mansões imensas e lindas com um portãozinho que qualquer vira-lata é capaz de pular. Esperamos até que nosso quarto foi liberado nesse meio tempo fomos informados que na nossa reserva estava incluso o café da manhã e um chá da tarde, também aproveitamos para pegar um mapa da cidade e algumas dicas de pontos turísticos e passeios. Quando subimos para o quarto nos admiramos com o que vimos, apesar de simples era perfeito! Hotel La Vie Rose era esse o nome do hotel que ficamos. Desfizemos a mala e fomos dar um passeio pelo centro de canela que fica a dois km de distancia. 

No meio do caminho vimos um lago e paramos para alimentar os patos que ali estavam. Chegamos na avenida principal (Av. Oswaldo Aranha)e passamos quase que de loja em loja e de restaurante em restaurante e fizemos um roteiro gastronômico para nossos dias ali. Já que tínhamos o café incluso, decidimos que tomaríamos um café bem reforçado e comeríamos alguma coisinha entre nossos passeios, e no fim do dia jantaríamos bem, mas muito bem mesmo.

Naquele fim de tarde estávamos com fome, mas não tanta para um almoço, já passava das 17 e os restaurantes não estavam mais servindo almoço mas se preparando para a janta. Voltamos ao hotel, tomamos o chá da tarde e descansamos. De noite nos arrumamos e já tínhamos decidido que iriamos no restaurante indiano. Nosso roteiro ficou assim: 1ª noite: Indiano, 2ª noite: Pizzaria, 3ª noite: Foundue, 4ª noite: Café Colonial e 5ª noite: Rodizio de Carnes. A moça havia nos dito que um prato servia duas pessoas então pedimos um prato: "Moon Pineaplle - Iscas de filá mignon suíno cozidas com abacaxi e gengibre acompanhadas de arroz thai com coco. R$ 43,00" 
O prato era uma delicia mas não servia duas pessoas nem de longe. Pedimos um chá de Jasmin para finalizar. O ambiente era bastante agradável, e o serviço muito bom também. Recomendo, Galangal esse era o nome do restaurante. Voltamos andando e conversando, curtindo a noite sem pressa e relembrando os acontecimentos desse nosso primeiro dia, ansiosos para o dia seguinte. 




domingo, 30 de dezembro de 2012

Nos casamos!



Que acontecimento em nossas vidas!
Jamais vou me esquecer de tudo o que aconteceu até esse dia chegar.
Pra começar vou contar em detalhes como conheci minha amada, é uma história longa.
Tudo começou em Julho de 2006, estava no segundo ano do ensino médio e minha tia tinha se mudado para Maringá a quase um ano. Ela veio nos visitar em São Paulo e no dia 07 de Julho iria voltar para Maringá.
Eu como estava de Férias e sem perspectivas de viagem aceitei de bate pronto o convite que ela me fez: "Felipe vamos pra Maringá comigo?" Estava morrendo de saudades dos meus primos e sempre amei a companhia da minha tia. Perguntei: "Quando tia?" e ela respondeu "Hoje!" Fiz minhas malas correndo e tomamos o ônibus de quase oito horas de viagem rumo a Maringá.

Pra quem não se lembra era época de copa do mundo e havia grande expectativa do Brasil ser campeão já que na copa anterior ele havia conquistado o penta campeonato. Ao chegar em Maringá foi uma alegria rever meus primos e conhecer seus amigos novos. Minha tia tinha feito uma grande amizade com uma senhora que assim como ela tinha se separado do marido e também tinha dois filhos, só que no caso essa senhora tinha uma menina de 13 anos e um garoto de 8, meus primos tinham na época 18 e 20 anos, e eu 16. Foi aí que eu conheci minha princesa, linda de cabelos cacheados e muito divertida, atendia pelo nome de Carol. Ela chamou minha atenção desde então, porem não esperava nada porque pra mim ela era muito nova e jamais iria imaginar que ela se interessaria por mim, não havia segundas intenções apenas uma admiração natural pela beleza e simpatia daquela garota de cabelos caracóis. Conversamos bastante sobre assuntos variados e trocamos msn, apresentei a ela o youtube com o clássico vídeo do Silvio Santos caindo na água. Nos vimos algumas vezes naquele mês. O Brasil foi eliminado da copa e minhas aulas estavam para começar, voltei para São Paulo com ótimas recordações de um lugar lindo e novas amizades.

As aulas voltaram e minha rotina voltou também, Maringá havia ficado pra trás e todos aqueles momentos bons não passavam de recordações. Eu levava minha vida com meus amigos e momentos que só tinha aqui em São Paulo. Os meses foram passando e com o passar do tempo minha amizade com a Carol crescia a medida que nos falávamos via msn. Até que chegou o dia em que a Carol em uma conversa pelo msn me confessou que gostava de mim. Na hora achei muito estranho tudo aquilo, afinal eu nunca mais a tinha visto e já havia se passado dois anos desde nosso ultimo encontro. Era Junho de 2008 e fiquei admirado com a coragem da Carol e não queria que ela se sentisse rejeitada, também não podia mentir e dizer que sentia o mesmo, falei com a esperança que ela mudasse de idéia sobre mim que "Quem sabe daqui uns anos?" Ela aceitou minha proposta. Em 2008 eu tinha acabado de completar 18 anos e ela ainda tinha seus 15, se fosse pra acontecer alguma coisa isso só aconteceria em 2011 quando ela completaria 18 anos também. Daí em diante passei a olha-la com outros olhos, e aquela amiga foi se tornando mais que amiga, até que chegou o dia que uma nova paixão estava tomando conta de mim, a paixão pela Carolina.
Em uma de nossas longas conversas noturnas, não me aguentei e disse que também gostava dela, foi aí que decidimos nos esperar. Três anos e meio, esse era o tempo que devíamos nos aguentar com a paixão queimando por dentro e saudade nos corroendo. Não foi fácil! Sempre que podia ia pra Maringá visitar minha tia e claro minha amada Carol. Mal podíamos nos ver ou ficar a sós para conversar, ao mesmo tempo que eu achava maravilhoso estar perto dela e admirar sua beleza e ouvir o som da sua voz, sentia que estava sendo torturado por não poder me expressar da maneira que queria, de não poder abraça-la e dizer o quanto a amava. Tudo tinha que ser muito discreto, afinal, ainda faltava meses para que pudéssemos namorar.

Como se não bastasse a distancia entre São Paulo e Maringá minha amada teve que se mudar, destino: Rondônia. O que já era difícil parecia impossível. Quantas vezes eu ouvi dizerem, "Não dá certo, namoro a distância não dá certo" ou então "Você é louco? Não sei como você consegue. Quem garante que enquanto você está aqui esperando por ela, ela não esta lá com outro?" vários e vários comentários assim eu tive que ouvir. Mas a essa altura do campeonato minha paixão tinha virado amor e esse amor move montanhas mesmo. 2011 chegou e minha irmã decidiu se casar, tudo combinado para Julho, no entanto a Carol só completaria 18 em Agosto e combinado é combinado, só depois dos 18 anos. Meu pai não estava de acordo com a data do casamento, pra ela tinha que ser em Janeiro de 2012, decidi intermediar e falei: "Por que não Setembro? Nem Julho nem Janeiro, além do que tem feriado e a Carol já vai ter completado 18." Data marcada pra alegria de todos. A Carol e sua família foram convidados, e para nossa alegria a Telma (mãe da Carol) aceitou vir de Rondônia a São Paulo para o casamento da minha irmã. A Carol iria entrar comigo como testemunha da união do meu cunhado com  a minha irmã. Que alegria foi para mim ver a Carol chegar no aeroporto no dia 28/08/2012, estava eu e minha grande amiga Luana a aguardar no desembarque quando a vi. Ela estava preocupada porque tinha perdido a mala, alguém tinha pego por engano. Quando tudo foi resolvido, fomos para casa. Ela me acompanhou na minha formatura do curso de sinais e era tão estranho apresenta-la como "amiga". A noite fomos ao shopping, meu cunhado e minha irmã, o irmão da Carol e sua mãe, a Luana, eu e ela. Enquanto todos andavam de mãos dadas fingíamos que não havia nada entre nós. Era muito estranho e dolorido aquela situação, estar junto mas não estar, não sei como explicar, mas tinha decidido de que daquele dia não passava. Entramos na sala do cinema, era Planeta dos Macacos o filme em cartaz e graças a grande estratégia da minha amiga Luana sentou nessa ordem os presentes na cadeira do cinema: Miguel (irmão da Carol), Telma (Mãe da Carol), Lilian (Minha irmã), Ricardo (meu Cunhado), Luana, Eu e minha amada. Não era a distância que queríamos mas era suficiente para conversarmos em paz. Aproveitei a ocasião e disse o quanto sentia falta dela e o quanto a amava, peguei a aliança que a Luana me passou escondida e pedi a Carol em namoro ali mesmo no cinema, para minha alegria, ela aceitou. Me aproximei e dei um beijo em sua bochecha  desci mais um pouco e um selinho aconteceu. Foi maravilhoso, finalmente estávamos juntos e dali em diante nada iria nos separar. De noite minha sogra fez eu reunir a família e fazer um pedido oficial, não foi difícil, mas fiquei nervoso mesmo assim. Com a aprovação de todos os membros da família finalmente eramos namorados.

O Casamento da minha irmã aconteceu, e a Carol estava linda no seu vestido verde.
Depois de duas semanas maravilhosas ao lado dela, era hora de se despedir. Foi tão triste ter que deixa-la no aeroporto. Ela chorava muito e eu tentava me segurar. Quando ela embarcou e eu saí do aeroporto acompanhado da Luana minha mão coçava, parecia que uma parte de mim tinha sido tirada, não tinha mas a mão dela nas minhas, o dedo dela entrelaçado aos meus.

Assim que pude fui para Rondônia, depois no fim de 2012 e começo de 2013 nos vimos outra novamente, dessa vez em Maringá, chegamos a viajar juntos. Viagem inesquecível a Itapema. Em Fevereiro no vimos de novo no feriado de Carnaval. Em abril fui para Rondônia mais uma vez, só que dessa vez ela voltou comigo.
Alugamos uma casa perto da casa de meus pais e enquanto eu morava nessa casinha, ela morava com meus pais. A casinha era boa mas precisava de reformas, fiquei minhas férias inteiras manuseando marretas, inchadas, pás e etc... a reforma só ficou pronta mesmo na semana em que nos casamos. Nesse meio tempo tive que conciliar TCC, trabalho, reforma, preparativos pro casório, reunião e muitos outros afazeres que iam aparecendo com o tempo. A Carol começou a trabalhar e infelizmente teve que trancar a Faculdade de Psicologia já no seu segundo ano. Depois de 5 idas ao cartório finalmente conseguimos marcar a data do nosso casamento para o dia 15/12/2012. Já a cerimonia religiosa ficou para o dia 29/12/2012. Até a data final foi uma correria para providenciar o local da festa, a alimentação, as bebidas, os convites, docinhos, bolo, e todos os detalhes que um casamento requer. Dia 15 chegou e a Carol que assinava como Carolina Machado Garcia passou a assinar como Carolina Machado Garcia Celeri. Que alegria foi saber que estávamos finalmente casados para a vida toda. Duas semanas se passaram, os amigos de longe foram chegando e as ultimas tarefas foram feitas as pressas para que tudo estivesse perfeito no dia 29, graças aos nossos amigos que nos ajudaram de maneira espetacular tudo sai melhor que a encomenda.
Não vou me esquecer de como a Carol estava linda nos seus dois vestidos de noiva, e de todos que estavam ali presentes compartilhando da nossa alegria, jamais esquecerei como foram valiosas a ajuda que nossos amigos nos deram passando noites em claro preparando docinhos, decoração e outros detalhes da festa. Familiares que não via a tempos estiveram presentes e ajudaram tanto que não tenho palavras para agradecer, ganhamos tudo dos nossos amigos. Todos os moveis e aparelhos de nossa casa foram presentes, viagem, locação do espaço, passagem de avião, decoração, noite de nupcias, estadia na praia, TV, geladeira, fogão, microondas, mobília do quarto e eletrodomésticos no geral, tudo foi presente.




Essa data foi a realização de um sonho nosso, de criança. De um garoto de 16 anos e uma garota de 13 que um dia se conheceram em Maringá, por acaso, e enfrentaram barreras e obstáculos diversos, entre eles a distancia de 3000 kms, para chegar alí, naquele lugar e naquela hora.



Obrigado a todos que estiveram presentes!






quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

De menino a homem!

Quanto tempo não uso mais esse Blog!

Tinha o costume de postar indicações de livros etc e tal, mas veio as provas e os trabalhos da faculdade, TCC e a correria do cotidiano que acabei deixando-o de lado. É uma pena, até porque tinha planos de postar conteúdo de livros pelo menos uma vez por semana, tá certo que pra isso eu precisaria ler um livro por semana. Apesar de eu gostar muito de ler, gosto de fazer por prazer e não por obrigação.

Desde a minha ultima postagem cheguei a ler muitos livros, mas meu intuito de vir aqui hoje não é pra postar nenhuma indicação literária e sim contar um pouco da minha vida. Afinal o blog é meu e finalmente vai servir como um diário virtual.

Dizem que pra ser um homem é preciso plantar uma arvore, ter um filho e escrever um livro. Bom nunca fiz nada disso, mas tá na hora de começar a virar homem. Pensando nisso tive a brilhante idéia de escrever dois livros um primeiro sobre o litoral, é sobre o litoral brasileiro. Desde pequeno eu e meu pai sempre tivemos o desejo de pegar um carro e subir da ultima praia do RS (Chuí) até a ultima pria lá de cima (Oiapoque - AP).
Recentemente fui com ele para praia de Itamambuca no litoral norte de São Paulo, e lá agente teve uma certa dificuldade de obter informações sobre lugares para visitar. Visitamos a praia de Itamambuca que não é das melhores que já vi, no dia seguinte fomos a praia do Felix pela manhã, uma baita praia linda, no nosso roteiro também estava a praia de Prumirim, nós gostamos tanto da praia do Felix que quase não fomos a praia de Prumirim, ainda bem que não saímos do roteiro porque se a praia do Felix era linda a de Prumirim era SENSACIONAL.

Atualmente estou lendo o livro "A arte de viajar" de Alain de Botton, o livro deixa claro que pra se aproveitar de fato uma viagem é preciso conhecer o local, a história, a culinária, se informar e deixar de lado problemas do cotidiano. Se você não gosta de ir ao museu na sua cidade, porque acha que vai gostar de ir em um museu em Paris? Também não pode se esperar de um restaurante no Japão uma feijoada como a feita no Brasil. Se você quer viajar, você precisa experimentar a comida local, respeitar os costumes locais e ser humilde em aceitar a maneira de viver e fazer as coisas das pessoas locais. Já presenciei  muitas vezes pessoas ao visitar um lugar diferente com espirito de soberba dizer: "Ah, mas lá na minha cidade a gente faz assim... " Se na sua cidade as coisas são melhores, por que resolveu sair de lá? Bom mas já que pra aproveitar de uma viagem é necessário conhecer os costumes,  pontos turísticos,   história e outros detalhes antes mesmo de fazer a viagem eu resolvi fazer um roteiro de viagem de todo o litoral incluindo restaurantes, pontos turísticos, estadia e outros detalhes que ajudem o viajante a aproveitar ao máximo tudo o que o local tem a oferecer.

Minha segunda ideia de livro esta relacionada a viagens também, mas dessa vez a lugares que não necessariamente sejam litorais, apesar destes não estarem descartados. No entanto este livro ainda estou pensando em como fazer etc e tal... Bom lembrar que estas são duas ideia de livros que tive recentemente e estou aqui compartilhando com vocês, não estou me comprometendo, apenas registrando esse meu desejo por escrito.

Já o outro quesito diz que é preciso ter um filho para ser um homem por completo. Quanto a isto espero que não demore a acontecer, estou me casando com a mulher da minha vida, e filhos com certeza estão nos nossos planos. Como todo casamento iremos viajar de lua de mel, uma amiga nos cedeu seu apartamento na praia grande por uns dias, mas em seguida iremos a gramado e canela, este foi o presentão que minha querida irmã me deu. Já que irei viajar vou registrar tudo como material para meu futuro livro.

E por fim, plantar uma arvore. Esse é o mais fácil dos quesitos mas até hoje em 22 anos de vida não me recordo de ter plantado uma arvore. Já plantei feijão no algodão mas não conta, também já plantei algumas sementes, mas como não sei se elas se quer brotaram também não irei contar.

Espero me divertir muito na tentativa de cumprir todos os quesitos e espero que vocês também se divirtam comigo.

E aqui se inicia a jornada para a formação de um Homem.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

Comecei a ler esse livro em 2009, peguei emprestado com um colega de faculdade que tinha a trilogia completa e estava no segundo livro da serie de Stieg Larsson.

A história gira em torno de Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo da revista Milleniun na qual é dono junto com sua sócia Erika Berger. Ele acusa um grande empresário e acaba sendo condenado a prisão por difamação. Antes de ser preso, Henrik Vanger, um outro grande empresario sueco, depois de contratar o serviço de uma empresa de segurança e espionagem, convida Mikael a investigar o desaparecimento da sobrinha Harriet. Ele faz uma proposta irrecusável a Mikael que aceita fazer a investigação no período de um ano, descrente de que vá solucionar o caso.
Os maiores suspeitos são os próprios familiares da menina e de Henrik. Durante a trama Mikael conta com a ajuda de Lisbeth Salander, a espiã que o investigou para Henrik. Lisbeth é uma hacker de mão cheia, é bastante anti-social e tem um jeito bem estranho.
Apesar de ser maior de idade, vive sobre tutela de um senhor bastante gente boa que devido a doença acaba passando a tutela de Lisbeth a um "Porco, Sádico, Pervertido e Estuprador". Lisbeth passa a se envolver emocionalmente no caso de Harriet, se envolve também com Mikael que ao longo do livro tem alguns romances com pelo menos 3 personagens.



No inicio achei bastante parado, quase que chato, tem muitos detalhes e a história não se desenvolve, mas do meio do livro pra frente o cenário começa a mudar. Acontece diversas situações que nos prendem a atenção, o livro fica bastante envolvente e emocionante. Tem um tema e acontecimentos pesados, mas nada além da realidade da Suécia e de muitos outros países. É um livro longo de 524 páginas, mas que assim que a história começa a se desenrolar você quase não vê as páginas passando.

Stieg Larsson o autor, morreu logo após entregar a versão manuscrita dos três livros da série, vitima de ataque cardíaco.  Ele assim como seu personagem Mikael também foi um dos mais importantes jornalistas e ativistas suecos. O livro recebeu o Prémio Chave de Vidro para o Melhor Romance Criminal da Academia Sueca de Ficção Criminal. Dois filmes foram feitos com base no livro, a versão sueca e a versão americana.
Só assisti a versão sueca e achei bastante fiel ao livro, pouco me interessei pela versão americana e até a presente data não fui atrás de assistir.

domingo, 19 de junho de 2011

Por quê?

Existem coisas que eu realmente não consigo entender, talvez eu tenha um ponto de vista limitado ou seja ignorante em certos assuntos mas eu realmente não consigo entender.

Eu não consigo entender por exemplo como as pessoas tem o dom de complicar as coisas, não consigo entender por que não fazer aquilo que e tão simples de resolver? Sempre tem que haver um obstaculo e sempre tem que haver burocracia. Não estou falando de coisas pequenas como tarefas de casa ou escolares e sim de coisas maiores, como por exemplo, porque tanta dificuldade ao atender um chamado de emergência? É realmente necessário saber o nome ou endereço de um paciente ferido? Ou, saber o nome da rua o CEP e um numero de casa próximo ao local de um assalto? Porque não atender o chamado e se preocupar com a burocracia depois? Até entendo que em alguns casos isso se torna necessário, pra evitar trotes e coisas do tipo, pra não deslocar uma equipe medica ou policial atoa, mas quando o problema é real? Quando é visível?

Existem coisas no nosso cotidiano tão fáceis de se resolver mas as vezes nós dificultamos. O problema não esta só nas coisas simples ou em chamados de emergência, também não está só relacionado a necessidades físicas ou materiais. E quando envolve o emocional?

Me incomoda saber que as pessoas as vezes se esquecem de atender os chamados emocionais de emergência. Ao ver um amigo passando fome nós nos prontificamos a ajuda-lo, ao ver um amigo precisando de cuidados médicos somos os primeiros a ligar para ambulância ou correr para o carro e leva-lo ao hospital. Mas quando o assunto envolve o lado emocional ai as coisas ficam diferentes, aí surgem comentários do tipo: "Ele(a) só quer chamar a atenção" ou então "É frescura dele(a)". Por que precisamos de um diagnostico médico pra começar a dar atenção as pessoas a nossa volta? Somente pessoas com diagnóstico precisam ter seu lado emocional cuidado?
Eu cresci ouvindo que a felicidade está em nossas mãos, o que desejarmos pras nossas vidas nós teremos. Eu concordo em termos com esse conceito, concordo com o fato que se desejarmos algo que seja humanamente possível de conseguir nós conseguiremos, mas cabe analisar se vale a pena nos empenharmos para conseguir, será que os meios não são importantes? E quando eu conseguir serei realmente feliz? Mas suponhamos que sim, suponhamos que o que eu quero é humanamente possível, e que os meios são importantes e sim, quando eu conseguir serei feliz. Nesse caso a busca está em minha mãos, ser feliz ou não só cabe a mim? Não, porque e se o que você quer, está relacionado com a vontade de outra pessoa? Essa pessoa também tem que querer. Infelizmente se pra você ser feliz uma outra pessoa estiver relacionada, não basta só você querer, e de uma certa forma seu futuro feliz ou não já não está mais em suas mãos.

Quando a nossa felicidade está relacionada com a felicidade de outra pessoa, quando o nosso futuro está relacionado com o futuro de outra pessoa, não cabe só a você correr atras dos seus sonhos sozinho, os dois tem que querer e os dois tem que juntos vencer os obstáculos. Seu parceiro na corrida da felicidade tem que estar tão envolvido quanto você, tem que querer o premio tanto quanto você e estar disposto a vencer os obstáculos e fazer sacrifícios assim como você. Infelizmente muitos dos obstáculos somos nós que colocamos, quando nosso parceiro não está afim de correr ele pode colocar obstáculos no caminho também. Cabe aos dois entrarem em sintonia. Mas a pergunta é, se o premio é a felicidade por que não se empenhar? Afinal isso pode significar atender o chamado de emergência emocional de uma pessoa. Por que colocar obstáculos?
Quando seu companheiro de corrida lhe garante que nenhum obstaculo vai impedir vocês de alcançarem o premio da felicidade você espera que ele vença os obstáculos e não os coloque no meio do caminho.

Seu companheiro pode decidir desistir da corrida, daí as coisas complicam uma vez que vocês começaram a correr juntos, ele pode apenas parar de correr, pode arrumar outro parceiro de corrida ou pode realmente pular fora da corrida. Dessas a pior é saber que ele vai realmente sair da corrida, abandonar tudo.

Porque alguém se comprometeria em buscar a felicidade com você e esse mesmo alguém colocasse obstáculos? Porque ele comprometeria a própria felicidade só pra ver você triste? Se no meio da corrida decide trocar de parceiro alguém que corra na mesma velocidade e tal, ainda é compreensível mas, deixar de correr? Ainda mais quando o proposito não é apenas deixar de correr mas impedir que você seja feliz. Ai meu amigo só lamento pra você, seu parceiro(a) não quer e você está condenado a aceitar isso. A busca pela felicidade não é tão simples assim, por quê?

Em resumo:
Se vai beneficiar outra pessoa por que burocratizar?
Se a felicidade estas ha kms de distancia por que não enfrentar os obstáculos e ser feliz?
Se você aceitou correr na busca da felicidade com um parceiro por que não dar o melhor?
Por que se privar do que vai ser bom pra você só pra ver os outros sofrerem?
Por que não resolver as coisas de maneira simples?
Por que demorar pra resolve-las?
Se você pode fazer isso hoje com algumas horas de conversa ou quem sabe uma só palavra por que deixar pra amanhã?
Por quê?

Talvez esse seja o texto mais sem pé nem cabeça da história, mas faz sentido pra mim (ou não faz sentido nenhum).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O guardião de memórias

Este livro, minha irmã que me emprestou.
Foi o primeiro livro com mais de 300 páginas que eu li.

Começa com o romance de Dr. Henry um médico ortopedista, e Norah. Eles se conheceram em um shopping e formaram um belo casal. Até que um dia Norah ficou grávida de gêmeos. Uma noite sua bolsa estourou e Dr. Henry a levou as pressas ao hospital em que trabalhava, ele mesmo fez o parto da esposa, chamou sua enfermeira assistente Caroline Gil, uma moça solitária que vivia longe de sua familia para ajuda-lo.

Começaram a fazer o parto, e de início saiu de dentro do ventre de Norah um lindo bebê que logo foi batizado de Paul, alguns minutos depois um segundo bebê, dessa vez uma menina, só que Henry logo notou que aquele bebê não era como o primeiro, ele tinha Síndrome de Down. Com medo das dificuldades que teria que enfrentar tendo uma filha com Síndrome de Down, Dr. Henry pede para sua assistente levá-la a um abrigo antes que sua esposa acordasse.

Caroline, mesmo discordando de seu chefe obedeceu, e ao chegar ao abrigo logo percebeu que não era um ambiente saudável para aquela criança. Caroline deixou seu coração falar mais alto e adotou Phoebe, nome que seria dado por Norah se soubesse que havia tido a menina.

Dr Henry disse a sua esposa que a criança havia morrido no parto, isso a deixou profundamente magoada e daí em diante seu relacionamento com o médico e sua vida no geral não seria mais a mesma.

Caroline e Phoebe, Dr Henry, Norah e Paul, vivem suas vidas separadamente até que depois de uma série de acontecimentos incluindo a morte de Dr Henry 20 anos após o parto, se unem novamente.

Por fim os irmãos se re-encontram para poderem re-começar juntos a história que lhes foi tirada no primeiro dia de suas vidas.

É uma história muito bonita. Não demorei muito para lê-lo e recomendo.
Esse livro foi base para um filme, não cheguei a assistir mas parece ser fiel ao que foi escrito.



Kim Edwards fez um ótimo trabalho e apesar de se tratar de um romance, gênero que eu pouco me interesso, esse livro me prendeu do inicio ao fim. Se levar em conta que eu não gostava muito de ler e que ele contem mais de 300 páginas, deve se levar muito em consideração, afinal pra prender por mais de 300 páginas um garoto que não gosta de ler ainda em um gênero que ele não se interessa o livro tem que ser realmente bom. Foi best seller e o filme foi assistido por mais de 5.822.000 de pessoas. Há um site http://www.memorykeepersdaughter.com/ sobre o livro e a autora.